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Boa leitura!

Sunflower - Nícolas B./Túlio C.


The butterfly shines in the darkness
It brings the pollen of life
To create the new Homo mindless
Another Adam and his blood wife

Now Sunflower watches the iron cage
Where Skald twines the fate
The ending of the last page
The prophet is too late

Waiting for another day
Wishing for a there's no pay
While the web seeks your way

Our gods are crying
For the wasted years
This land is burning
With the human fears
The plan is sealed
With our last tears


Noite Sangrenta #28 – Em Cada Um – 786 d.Q., Tycon


Já era noite e a chuva parecia ficar cada vez mais forte. O bar do alojamento, apesar disso, estava relativamente cheio. Mais que metade das mesas estava ocupada com pessoas que comiam suas refeições em silêncio. Silêncio demais para uma taverna à noite.

Lyrot observava tudo com atenção da sua mesa. Sentado no canto, com o capuz mantendo o rosto oculto, o guerreiro esperava por algum sinal. A aura de maldade que inundava seus sentidos o deixava apreensivo, o tempo todo à espera de um ataque. Mais algumas horas assim e ele provavelmente sacaria seu machado ao menor sinal de movimento de uma garçonete qualquer. Ele não podia mais esperar, deveria começar agora mesmo, e se a chuva o atrapalharia a investigar lá fora, iniciaria a busca ali mesmo.

Levantando-se lentamente e tentando chamar o mínimo de atenção possível, Lyrot dirigiu-se ao balcão. Por mais que tentasse ser discreto, vários olhares se dirigiam ao ex-guardião, como se tivessem algum interesse nele. Parecia-lhe que todos ali o observavam atentamente. Nem mesmo foi necessário que Lyrot chamasse o taverneiro, já que até mesmo esse parecia atento ao guerreiro.

-O senhor poderia me dar algumas informações? – Perguntou Lyrot em voz baixa.

-Que tipo de informações você procura, andarilho? – Respondeu-lhe o homem, enquanto limpava uma caneca.

Lyrot sabia que muito cuidado era necessário agora. A palavra errada na frase errada poderia fazer o taberneiro ficar calado ou pior.

-Um amigo me disse que eu poderia encontrar filhos do abismo aqui nessa cidade...

O guerreiro interrompeu a frase no meio, algo no rosto do taverneiro tinha lhe causado uma sensação estranha. Uma movimentação súbita e quase que simultânea começou em toda a taverna. Todos ali se mexiam em suas cadeiras como que se preparando para se levantarem.

Agora Lyrot entendia. Toda aquela perversidade que ele sentia cercando-o agora fazia sentido. Ele não precisava mais procurar pelos demônios, pois eles já o haviam encontrado. E Lyrot não estava nem um pouco preparado para isso. Os avisos amedrontados de Nassar agora podiam ser compreendidos. Pois não era da cidade que vinha aquela aura maligna, mas sim de seus habitantes.

Tentando desesperadamente escapar do lugar, Lyrot correu para fora da taverna, sem ao menos olhar para trás. Virou em várias ruas para despistar seus perseguidores, até notar que não estava havia ninguém atrás dele. O guerreiro nem ao menos teve tempo para se perguntar por que o tinham deixado escapar quando percebeu a verdade.

Ele já estava cercado.

Um Poema Sobre Elfos

Bem, antes de iniciar esta postagem eu gostaria primeiro de me apresentar, poi eu acho de extrema necessidade. Meu nome é Alvaro eu sou o Bardo e esta vai ser a primeira de muitas histórias que eu contarei para voc~es espero que gostem e se quizerem conhecer outros trabalhos meus é só darem uma ohada no blog crônicas dos bardos das terras esquecidas um abraço e boa leitura!

Balada de Glorfindon


Nos verdes campos de Atergion
Morava um elfo ferreiro
de nome Glorfindon
de joias um poderoso refinador.

Em um outono belo.
Por Leowyn se apaixonou.
Seu coração imortal palpitou.
E a ela seu amor entregou.

Para provar sua devoção
em terras de escuridão
Buscou um minério raro.
Azul e belo como o horizonte.

Então no fogo ardente
e no tinir do martelo pulsante
Lapidou e formou belamente
Um anel que como estrela brilhava a noite.

Em cortejo pediu à Leowyn sua mão.
E ela com um sorriso retribuiu a paixão
E na primavera posterior.
Eles se uniram formando um só.

Mas triste é o desfecho dessa canção.
Pois uma batalha ameaçou essa paixão.
Mostrando que nem os elfos podem escapar.
Das lamurias que assolam as almas.

Em uma noite de grande lua.
A carruagem elfica se dirigia para Areliária.
Mas sua viajem foi interropida
Por um assalto que culminou em batalha.

Leowyn com o barulho chorava.
Enquanto Glorfindon a espada empunhava.
Orcs ateavam chamas e atacavam com massas.
No furor de uma batalha dramática.

Até o amanhecer perdurou o combate.
Elfos e orcs encontraram a morte.
No chão havia dor e sangue.
Mas a tristeza ainda seria mais forte.

Pois ao chegar em sua carruagem
Glorfindon chorou.
Ao ver o corpo da elfa que um dia amou.
Sabor amargo em seus labios provou.

E nem a lembrança de sua paixão.
Ficou em suas mãos.
Pois o anel de Leowyn na batalha foi perdido.
Levado por orcs ou furtado pelo destino.

E desse tempo até seu fim.
Chorou nas terras elficas de Aurim
Siliencioso e tão amargo.
Glorfindon o ferreiro solitário.

O Herdeiro#11 – Rumo ao Trono – 765 d.Q., Zacrest

"O filho perfeito do mal,
Sobre a Terra irá reinar.
E uma escuridão sem igual,
Fará o mundo se curvar.
Novamente as trevas reinarão,
Enquanto durar a noite.
Num reino de Sombra e Solidão,
Onde a vida será um açoite."




Agora era apenas uma questão de tempo para que uma guerra entre elfos e drow começasse. O massacre em Zanir desencadearia uma sequência de batalhas entre as duas raças que, ao final, levariam ao confronto decisivo entre elas. E Azz sabia qual dos lados venceria.

Mas enquanto a guerra não começava, ele tinha outras coisas a fazer. Em breve, ele precisaria estar no comando de Zanir. E há séculos apenas sacerdotisas governavam a cidade. Não importava como, isso deveria mudar.

Azzwiters entrou no mesmo salão em que estivera antes da batalha. A sacerdotisa líder ainda se encontrava ali, desta vez analisando alguns pergaminhos.

-O que quer agora Azzwiters? – Perguntou ela se levantando da cadeira em que se encontrava. Um olhar apreensivo podia ser observado nos olhos dourados da drow, como se soubesse o que a esperava.

-Eu quero o que você tem. Zanir será minha e, em breve, toda a nação Drow. Infelizmente você não viverá para ver isso.

A sacerdotisa parou por um instante após ouvir a declaração do meio-demônio. Ela sabia que em combate direto, jamais conseguiria vencê-lo, seja por meio de luta ou magia. Sua última esperança era usar a cabeça.

-Você realmente acha que poderá me matar e depois simplesmente todos aceitarão seu domínio?

Mas Azzwiters tinha seus objetivos bem traçados. Meras palavras não seriam capazes de interrompê-lo agora que já estava se movendo em alta velocidade rumo ao seu reinado.

Com um movimento mais rápido do que a sacerdotisa pôde acompanhar, Azz cortou a cabeça da drow com um único golpe da Traiçoeira.

-Não se preocupe, - Disse ele após ter decepado a ex-governante – tenho uma profecia a meu favor.

A Queda dos Deuses Antigos #7 – Alexandre – Ano da Queda, Yyrm


O jovem ladrão deu um gemido quando Loregan o bateu contra a parede. O guerreiro e Venathia o haviam encontrado dentro da cabana mexendo em um armário. Antes que o garoto pudesse se defender, já estava imobilizado.
-Caramba! – Gritou o ladino – Dá pra me falar o que foi que eu fiz agora?
-Como “o quê”? – Indagou Loregan com raiva – Você está tentando fugir!

Por um instante o ladrão olhou com uma expressão confusa para os dois, tentando compreender o que estava se passando ali.

-Fugir? Por que eu fugiria? Eu já estou cansado de ficar fugindo de guardas só por ter roubado algumas talheres de prata. Toda essa coisa de Deuses me deixou interessado!

Loregan aos poucos foi reduzindo a força com que erguia o jovem. Ele parecia estar sendo sincero no que dizia. Aliás, um ladrão no grupo seria de grande valia.

-Espere – Interrompeu Venathia – Nós ainda não sabemos o seu nome.

-Ah, certo! Eu sou Alexandre Dugner.

Algo naquele nome fez com que Venathia parasse por um instante. Ela já tinha ouvido aquilo em algum lugar, só não podia se lembrar de onde.

-Dugner...

Tentando acelerar as coisas, Loregan interrompe o pensamento da elfa e, juntando suas coisas, diz:

-Bem, eu sou Loregan Vien’ac II e essa é Venathia. Agora que estamos devidamente apresentados, talvez devêssemos tentar cumprir nossa missão.

As palavras do guerreiro foram suficientes para lembrar os outros dois da importância do que estavam fazendo. O destino dos Deuses e, provavelmente de todo o mundo estava em jogo naquele instante. E eles nem ao menos sabiam por onde começar.

A jornada seria longa e difícil, mas para o trio, aventura era tudo o que buscavam.