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Ramdomly-Picked Group #3 – A Função no Grupo – 715 d.Q., Gumnera

Nenhuma refeição havia causado um efeito tão ruim em Dennis como aquela sopa que Baruk tinha preparado. O líquido tinha um sabor amargo e parecia descer arranhando a garganta.

-O que diabos é isso? – perguntou o gnomo cuspindo um bocado no chão.

-Esse especiaria ser caldo de castor. Muito bom – o anão parecia estar apreciando a refeição.

-Que tal da próxima vez o elfo arrumar a comida? Ele não faz nada mesmo!

-Suas palavras são indignas de minha atenção, pequeno ser – o mago parecia irritado com o comentário – talvez devesse se questionar o que tem feito por aqui. Na última batalha que enfrentamos, você acovardou-se enquanto eu e Baruk derrubávamos o ogro.

O anão, com comida escorrendo pela barba, fala:

-Ele ser só criança. Não poder lutar. E você também não ajudar muito no luta, garota.

O elfo agora parecia realmente indignado. Afinal ele tivera uma grande participação na luta. Se não fosse por ele ninguém se lembraria de pegar o tesouro do ogro.

-Eu já te proferi tantas vezes quanto o ínfimo conhecimento humano pode calcular que não sou uma fêmea da minha espécie! E aquele outro viajante que nos acompanha não passa de um gnomo, criatura inferior e de capacidades questionáveis!

-Hã?

O elfo mais do que nunca se perguntava o que fazia naquele grupo que, aparentemente, parecia não ter nenhum critério de seleção.

-Olha aqui. Vou falar bem simples. Aquela “criança” não serve pra nada! Deve ser só um cara com classe de PdM!

-O que você tem contra plebeus de nível 1? – perguntou com raiva o gnomo.

Após uns dez segundos olhando de boca aberta para Dennis, o elfo simplesmente balbucia:

-Desisto...

Ramdomly-Picked Group #2 – A Violência Inerente ao Sistema – 715 d.Q., Gumnera


-Eu saber não poder confiar homi bêbado – resmungou Baruk, jogando o pedaço de papel que supostamente era um mapa para trás.

A estrada parecia seguir interminavelmente por entre as plantações de trigo. Não havia nem sinal do acampamento.

-Talvez devêssemos perguntar a um desses agradáveis camponeses que obviamente terão grande prazer em nos ajudar – Sugeriu o elfo.

Talvez os camponeses que olhavam para a dupla não parecessem tão amigáveis assim (provavelmente por causa de seus olhares raivosos, instrumentos de colheita fortemente segurados, e aparência de quem esteve trabalhando durante dias sem descanso), mas isso não os impedia de perguntar.

O anão já estava se dirigindo a uma senhora que segurava uma foice ameaçadoramente, quando um grito fez-se ouvir pelos companheiros. Virando-se bruscamente, Baruk grita para um homem que perseguia uma pequena figura.

-Não maltratar criança! Baruk gostar de criança!

O pequeno garoto de bochechas rosadas corre para trás das pernas do anão, de onde reclamou:

-Eu não sou criança. Sou um gnomo!

O homem que o perseguia parou em frente à Baruk e com o peito inchado disse:

-Saia da frente em nome do Rei Lokus! Quem lhe ordena é o oficial...

O anão não deixou que a frase terminasse. Com um forte soco, fez com que o guarda caísse no chão empoeirado com um baque. Finalmente virando-se para o gnomo e passando-lhe a mão na cabeça, Baruk pergunta:

-Qual ser seu nome, garoto?

-Meu nome é Dennis, e já disse que não sou criança!

O elfo, espantado com o interesse do anão e cansado de tanto andar, pergunta ironicamente:

-Por que não aproveita e adota ele?

Provavelmente aquelas palavras fariam com que o mago se arrependesse amargamente de ter aberto a boca.

Randomly-Picked Group #1 – O Começo – 715 d.Q., Gumnera

-Essa ser meu última oferta! – Gritou o anão de cima da mesa.

Essas foram suas últimas palavras antes que fosse chutado para fora da taverna Touro Castrado. Com a cara enterrada na gélida neve do Norte, o guerreiro balançava as pernas em uma tentativa inútil de levantar-se.

-Algum problema amiguinho? – Uma voz mansa perguntou ao pequeno “chutado”.

-Chamar eu ’miguin denovo e eu colocar seu cara em meu machado! – Respondeu o anão com uma voz não tão mansa, enquanto colocava-se de pé.

- Calma, calma! – Disse o elfo levantando as mãos - Eu ouvi sua proposta lá dentro e me pareceu um tanto interessante essa sua busca pelo Diamante das Eras. Gostaria de unir-me a você em tal busca.

-Bom. Garota poder lavar costa de Baruk – Declarou o anão pegando seu machado no chão.

-Eu não sou uma garota! Sou um elfO. E não vou lavar as costas de ninguém. Meus conhecimentos arcanos não serão desperdiçados com tarefas tão inferiores.

-‘Tão a mocinha ser feiticero? Meu tribo ter feiticero também. Fazer chover quando solo ficar quente e fazer lobos correr. Eu gostar feiticero.

-É. Tanto faz.

Baruk começa a andar pela estrada que seguia para o maior acampamento mercenário de Gumnera, aonde pretendia contratar o restante do grupo. Onde “contratar” não necessariamente vinha junto com “de forma assalariada”.