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Boa leitura!

A Queda dos Deuses Antigos #1 – Fogos no Céu – Ano da Queda, Yyrm


Não fazia muito tempo que Loregan Vien’ac II tinha saído de casa. Sua vida de aventuras estava apenas começando e até agora não tinha passado por nenhum perigo real, excluindo-se um taverneiro enfurecido, a quem havia “acidentalmente” esquecido de pagar uns trocados.

Sua espada velha que ganhara antes de partir e as roupas surradas eram as únicas coisas que levara de casa. O pai era o único que possuía o mesmo sangue nas veias que Loregan. Sir Loregan era um nobre cavaleiro a serviço do Regente de Yyrm, mas acabou se endividando até perder tudo o que conseguira. Tudo o que restara de sua antiga fortuna foi o que usou para sustentar-se junto ao filho e comprar-lhe uma espada usada.

Os cabelos castanhos de Loregan balançavam ao vento calmo da tarde de outono. Os últimos três dias tinham se resumido a fugas de estalagens e perseguições a coelhos velhos. O meio-elfo pensava consigo mesmo que de todas as histórias que ouvira do pai sobre suas aventuras, nenhuma chegava a ter ao menos um dia sem perigos e batalhas.

Os sons que a barriga do jovem aventureiro emitia pareciam os de um dragão e não fazia nem meia hora que havia comido um peixe. A cidade estava a menos de 500 metros dali, mas Loregan estava cansado demais para correr de outro comerciante.
Uma jovem e bela elfa passava na estrada na base da colina em direção à cidade. Loregan ainda era jovem e fazia tempo que não se divertia com nenhuma garota. Já tinha pegado sua mochila e se levantava para conversar com a moça quando um forte clarão iluminou toda a região.

Se recuperando do susto inicial, o meio-elfo olhou rapidamente ao redor em busca da origem de tal luz. Ainda tentando encontrar a fonte, um segundo clarão o cegou por alguns instantes. Sem ver nada, Loregan foi puxado por algo ou alguém colina abaixo.
Pouco depois estava encostado no tronco de uma alta castanheira ao lado da elfa que vira a pouco na estrada. Ela parecia atenta e nervosa, e ficava olhando para os lados com os olhos se movendo rapidamente.

-O que está acontecendo? – perguntou Loregan enquanto mais um clarão iluminava o céu.

A jovem apenas fez um sinal para que se calasse e continuou observando as estranhas luzes que, agora se percebia, vinham do céu.

Noite Sangrenta #5 - Farejando - 786 d.Q., Tycon


Lyrot sempre se sentia mal quando conversava com os mortos. Não era medo ou trauma. Havia algo nos espíritos que faziam com que o guardião tivesse calafrios na sua presença. Algo que o fazia suar frio enquanto tentava manter o diálogo sem gaguejar. 

Mas agora Lyrot não tinha tempo para isso. Ele tinha que pensar. O corpo do sujeito que ele acabara de matar tinha lhe dado informações muito importantes. Informações que decidiriam o seu destino a partir de então.

Aquilo estava fácil demais. Por que um grupo de pessoas encapuzadas se reuniria numa noite de chuva como essa apenas para dizer que tudo está indo conforme o plenejado? E pior: por que mencionariam a localização da sua base de operações? Por que o Conde havia lhe enviado para realizar uma tarefa tão fácil como essa?

Todas essas perguntas vinham ao mesmo tempo à cabeça do guerreiro. Sua mente não conseguia funcionar em sua capacidade total. A chacina recente e o contato com o espírito o haviam afetado. As gotas d’água se misturavam com o sangue no chão da mata.

O cheiro de sangue penetrava nas suas narinas cada vez mais. O calor da batalha aos poucos era substituído pelo frio da chuva. Sua cabeça estava agitada demais para raciocinar. Seria preciso relaxar para alcançar qualquer resposta.

Lyrot deixou-se levar pelas gotas nos seus ombros e afastou sua mente daquela clareira de morte. A chuva sangrenta foi desaparecendo lentamente, deixando apenas um vazio em seu lugar. 

Agora o guardião entendia. Ele já sabia o que deveria fazer a partir de agora. Lyrot jogaria o jogo do inimigo. Às vezes é preciso pular na ratoeira para pegar o queijo.

Bruscamente, Lyrot lançou-se por uma trilha velha na floresta. A noite estava apenas começando e ainda havia muito trabalho pela frente.

Ranger!

O site da Wizards disponibilizou recentemente um questionário que ao final, lhe indica qual classe de jogador (D&D 4ª edição) combina mais com você. 

O meu resultado foi o seguinte:



D&D Home Page - What Class Are You? - Build A Character - D&D Compendium


O link para o teste está acima. Basta clicar em "What Class Are You?". O teste é todo em inglês, o que pode ser um problema para alguns.

O Herdeiro #3 - Caça aos Coelhos - 764 d.Q., Zacrest



"O filho perfeito do mal,
Sobre a Terra irá reinar.
E uma escuridão sem igual,
Fará o mundo se curvar.
Novamente as trevas reinarão,
Enquanto durar a noite.
Num reino de Sombra e Solidão,
Onde a vida será um açoite."






















A luz da superfície finalmente chegou aos olhos da tropa. Para a maioria dos drow isso era um sério problema. Vulnerabilizados e ofuscados pela luz da vida, os elfos negros odiavam o sol e qualquer um que precisasse dele para sobreviver. Mas Azz não era como a maioria. E ele se aproveitava muito bem disso. Provavelmente ele achava que assim teria mais vítimas para ele.


A batalha seria uma caça. E Azzwiters procuraria sempre os coelhos mais gordos. Para ele, isso não era dever ou trabalho, mas sim uma diversão. Matar era o que ele mais gostava. E como a maioria das coisas de que se gosta, era apreciado aos poucos e longamente. Pena que sua caça não gostasse também.


O túnel terminava bem próximo da vila e não demorou muito para que os elfos negros recobreassem a visão. Agora, o ataque começaria. O Filho-do-Mau partiu como um raio, destruindo qualquer coisa que se movia. Os guardinhas da porta da cidade não eram interessantes. Definitivamente. Ele agora ia para o centro da cidade.Aonde estavam os oponentes mais fortes. Aonde estava toda a diversão.
Embora Azzwiters mal pudesse esperar por uma luta que o entretesse por algum tempo, ele tinha outros motivos para estar ali. E para ele, quanto mais gente houvesse em seu caminho melhor, fossem eles elfos ou drow...

Noite Sangrenta #4 - Chuva de Sangue - 786 d.Q., Tycon


-Por quanto tempo pretende ficar aí, tentando nos ouvir? - A voz do homem encapuzado parecia calma e segura do que estava fazendo. Todos olhavam firmemente na direção do guardião. Agora ele não tinha escolha. Tinha sido pego. Era melhor se entregar.

Lyrot saiu calmamente do meio das árvores. Seu corpo estava encharcado por causa da chuva e o frio era intenso na noite. Mas para ele, nada disso importava. A chuva o limpava e o protegia. Enquanto o céu estivesse coberto, tudo estaria bem.

-Quem te mandou nos espionar?
-Eu não recebo ordens de ninguém. Vim por que quis. - Lyrot parecia verdadeiro em sua resposta e isso aparentemente confundiu aquele que o interrogava.

O círculo de pessoas encapuzadas que havia se formado em volta do guardião parecia se fechar cada vez mais. Uma calma quase que absurda preenchia o ar, como se todos ali estivessem preparados para esse momento. E foi exatamente o que os reflexos de Lyrot demonstraram quando dois dos misteriosos membros do grupo pularam sobre ele.

Parecia que a batalha era inevitável. Mas isso não era problema para o guardião. Seu talento e experiência em combates era surpreendente. Lyrot só lutava sozinho e quase sempre vencia. Seus reflexos e sua velocidade são como os de um felino. Sua força a de um leão, e seu vigor de um urso.

Assim que os primeiros adversários mostraram suas intenções, a espada do guerreiro perfurou o peito de um deles, sem abrir a guarda para os outros. Imediatamente todo o grupo avançou contra o lutador solitário. Lyrot parecia uma criatura em fúria, saltando de um inimigo para outro, decapitando e cortando com sua lâmina. A morte era como uma doença para os encapuzados: parecia altamente contagiosa.

Em poucos instantes todos ali estavam caídos no chão, cobertos de sangue, o mesmo sangue que encharcava a capa de Lyrot. O guardião olhava pensativamente para os corpos, como se não quisesse ter feito aquilo. Gotas vermelhas se espalhavam por todo o seu corpo e ensopavam sua roupa. Tinha sido um massacre. Aos poucos a chuva dissolvia o sangue na água gelada que caía dos céus. Uma chuva que o havia ajudado nessa noite.

Lyrot tirou um pequeno saco de um bolso de sua capa e jogou cuidadosamente seu conteúdo sobre um dos cadáveres. Após uma curta pausa, acompanhada de um suspiro, o guardião sussurrou:

-Conte-me o que você viu.